Zahyra Mattar
Tubarão
As doenças crônicas estão cada vez mais em evidência no mundo. Deixaram de ser problema da camada mais pobre da população. Diabetes, enfermidades cardíacas, depressão, esquizofrenia, Aids e deficiências físicas permanentes não escolhem classe social, ultrapassaram fronteiras e estão entre os maiores desafios em saúde de todos os governos.
Obviamente, o avanço da medicina tornou o tratamento possível enquanto as doenças ainda não deixaram graves e irreparáveis sequelas, a qualidade de vida a partir do acesso ao tratamento é muito maior. Exames de rotina realizados anualmente, ou em intervalos maiores ou menores, conforme casos específicos, auxiliam no diagnóstico precoce e, consequentemente, evitam desfechos desfavoráveis.
As hepatites B e C e o HIV ainda estão entre as principais doenças crônicas da atualidade. Todas possuem tratamento e no caso das hepatites há cura. Em relação ao HIV, as pesquisas avançam no sentido de buscá-la. Nos dois casos, o desafio é proporcionar qualidade de vida aos enfermos.
“Estas patologias são de evolução crônica e, portanto, merecem atenção de equipe multidisciplinar, com infectologista, nutricionista, enfermagem, psicologia, farmácia e assistente social por tempo indeterminado”, recomenda a especialista em infectologia Eletânia Esteves Almeida, integrante da equipe multidisciplinar da Clínica de Infectologia, com sede em Tubarão, no sul do estado.
Com tratamento adequado e pontual, é possível levar uma vida normal e longa. “Existe um rol de medicações novas sendo lançadas. Sem contar o avanço de várias pesquisas no sentido de elaborar vacinas e buscar a cura definitiva para estas enfermidades”, acrescenta a médica.
Mudar hábitos faz toda a diferença
O tratamento das doenças crônicas nem sempre é feito à base de medicamentos. Muitas vezes, algumas mudanças nos hábitos de vida, como dietas, redução de peso e atividades físicas regulares podem ser o melhor remédio.
O estilo de vida e o comportamento são elementos determinantes para evitar que patologias crônicas tenham evoluções catastróficas para o indivíduo portador de uma enfermidade com evolução rápida, caso das hepatites B e C e do HIV. Comportamentos e padrões de consumo não saudáveis implicam de forma predominante no surgimento, ou agravamento, das condições crônicas.
Tabagismo, ingestão excessiva de alimentos não saudáveis, sedentarismo, abuso de bebidas alcoólicas, práticas sexuais de alto risco e estresse social descontrolado são as principais causas e fatores de risco para as condições crônicas.
“Mudança de atitudes como uma dieta balanceada e ingestão de água, ter uma boa noite de sono e praticar exercícios físicos são medidas que favorecem uma melhor resposta ao tratamento de diversas doenças crônicas”, atesta Eletânia.
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